AO MINISTÉRIO PÚBLICO ESTADUAL - RS COORDENAÇÃO DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE RUA SANTANA, 440 – 4º andar - PORTO ALEGRE – RS
AV. EDGAR PIRES DE CASTRO, 10350 - Bairro Lageado – LAMI - PORTO
ALEGRE
FONE: (51)3263.2129
1 - CONTRA O
SENHOR FELIPE CHARCZUK VIANA
RUA
LAVRAS, 276 – Bairro PETRÓPOLIS - PORTO ALEGRE – RS (CEP: 90460-040).
MOTIVOS – POR CALÚNIAS, DIFAMAÇÃO, ADVOCACIA
ADMINISTRATIVA E EXPLORAÇÃO DE PRESTÍGIO EM RELAÇÃO À DIREÇÃO E SÓCIOS DA A.M.P.A.;
ESTE SENHOR É MEMBRO DE CONSELHOS E GRUPOS DE TRABALHO, JUNTO A PREFEITURA DE
PORTO ALEGRE E NA REGIÃO DO MORRO SÃO PEDRO.
2- CONTRA O FISCAL
DE MEIO AMBIENTE, SR. CARLOS ALMEIDA, FUNCIONÁRIO DA PREFEITURA MUNICIPAL
DE PORTO ALEGRE, NA SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE. AV. CARLOS GOMES, 2120 – Bairro PETRÓPOLIS –
PORTO ALEGRE MOTIVOS
– CALÚNIAS E ADVOCACIA ADMINISTRATIVA
3- CONTRA O SR.
LUIZ FERNANDO ZÁCCHIA, SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE NO MUNICÍPIO DE PORTO
ALEGRE MOTIVO - FORTES INDÍCIOS DE
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA EM RELAÇÃO COM O SR FELIPE C. VIANA, CONTRA A
ASSOCIAÇÃO MACROBIÓTICA E PELA APROVAÇÃO DE DIVERSOS PROJETOS RECENTES QUE
AGRIDEM DE FORMA AVANÇADA OS EXÍGUOS RECURSOS NATURAIS DESTE MUNICÍPIO, COM SUSPEITA
DE QUE NÃO HÁ COMPENSAÇÃO AMBIENTAL ADEQUADA, DE QUE SEJAM INFRINGIDAS LEIS,
NORMAS E PARÂMETROS PARA CONSTRUÇÕES E, AINDA MAIS GRAVE, DE QUE SEQUER O
SECRETÁRIO TOME CONHECIMENTO DE DIVERSAS OBRAS DESTA CIDADE. OU QUE TAIS
PROJETOS NEM CHEGUEM A PASSAR PELA SMAM, VINDO A CARACTERIZAR RESPONSABILIDADE
DO EXECUTIVO MUNICIPAL NA FIGURA DO PREFEITO DESTE MUNICÍPIO.
DA ASSOCIAÇÃO POSTULANTE, SUA DIREÇÃO E SEUS FINS
A ASSOCIAÇÃO MACROBIÓTICA DE PORTO ALEGRE FOI
FUNDADA EM 28 DE DEZEMBRO DE 1962. DESDE A DATA DA SUA FUNDAÇÃO POSSUI TODOS OS
SEUS REGISTROS DEVIDAMENTE FORMULADOS E CADASTRADOS JUNTO AOS ÓRGÃOS
MUNICÍPAIS, ESTADUAIS, FEDERAIS E NA JUSTIÇA.
DA MESMA FORMA, TODAS AS SUAS ATAS DE ELEIÇÕES, ESTATUTOS E BALANÇOS SÃO
ENCAMINHADAS AO CARTÓRIO DE REGISTROS ESPECIAIS DESTE MUNICÍPIO. A AMPA ESTÁ EM DIA E ATIVA COM O CNPJ, COM O
IMPOSTO DE RENDA, COM IMPOSTO TERRITORIAL RURAL, COM CADASTRO NA CONFEDERAÇÃO
NACIONAL DA AGRICULTURA E COM SELO ORGÂNICO DA EMATER- RS. A AMPA FOI CONSIDERADA POR DECRETO DO ENTÃO
GOVERNADOR, O SR. PERACCHI BARCELOS, EM NOVEMBRO DE 1969 COMO ENTIDADE DE INTERESSE
PÚBLICO PARA NOSSO ESTADO. DECRETO
ESTE QUE FOI APROVADO PELA ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO RGS. NO INÍCIO DA DÉCADA DE 1990 A AMPA ATENDIA MAIS DE
10 MIL PESSOAS POR MÊS EM SEUS
DIVERSOS SETORES.
NO
DIA 28 DE DEZEMBRO DE 2012 ESTA ENTIDADE COMPLETARÁ 50 ANOS. DURANTE ESTE MÊS E INÍCIO DE 2013 UMA SÉRIE
DE ATIVIDADES VEM SENDO PROGRAMADAS PARA FUNCIONAR COM PARCEIROS E SÓCIOS,
HAVENDO TAMBÉM A COMEMORAÇÃO NO REFERIDO DIA 28 PRÓXIMO.
DURANTE
A DÉCADA DE 90’
A AMPA FOI DILAPIDADA POR UMA
ADMINISTRAÇÃO RUINOSA QUE DEIXOU
DOIS MILHÕES DE REAIS EM DÍVIDAS,
DECORRENTES DE CERCA DE 40 EXECUÇÕES E PROCESSOS. ISTO
JÁ FOI AMPLAMENTE DEBATIDO EM
OUTRAS OPORTUNIDADES E É DE DOMÍNIO PÚBLICO
E DOS ÓRGÃOS JUDICIAIS, QUE CONDENARAM RUI CARLOS MÜLLER, À POSTERIORI INOCENTADO...
DA DENÚNCIA CONTRA
O SR FELIPE C. VIANA
O SR. FELIPE É FILHO DA
Sr.ª LEDA C. VIANA E DO SR. TRISTÃO
SUCUPIRA VIANA. SEU PAI E FAMÍLIA VENDERAM TERRAS A AMPA EM DOIS MOMENTOS
DIFERENTES. PRIMEIRO, FORAM 22,5 HECTARES POR
OCASIÃO DA FUNDAÇÃO E CONSTRUÇÃO DA SEDE RURAL, ISTO NO INÍCIO DA DÉCADA DE 60’ , JÁ NA DÉCADA DE 70’ FORAM VENDIDOS MAIS 12 HECTARES , DEVIDO A NECESSIDADE
DE ÁGUAS PARA AS PLANTAÇÕES NA ASSOCIAÇÃO.
O SR FELIPE OCUPA DESDE ALGUNS ANOS FUNÇÕES EM CONSELHOS DE MEIO
AMBIENTE, JUNTO À PREFEITURA DE PORTO ALEGRE.
O SR. FELIPE TEM DECLARADO DE FORMA PERSISTENTE QUE OS MORADORES, SÓCIOS
E DIREÇÃO DA AMPA NÃO TERIAM LEGITIMIDADE PARA ESTAREM LÁ E TOMAREM DECISÕES,
MESMO NÃO TENDO LIGAÇÃO OFICIAL COM A ENTIDADE . ALEGA, IGUALMENTE, QUE ESTARIAM VENDENDO
TERRAS PARA SE LOCUPLETAREM, NÃO RECONHECE MAIS AS VENDAS FEITAS POR SEUS
FAMILIARES, MESMO QUE OS PRÓPRIOS FISCAIS TENHAM VISTO E IDENTIFICADO
AUTENTICIDADE DA ASSINATURA DO SR. TRISTÃO SUCUPIRA VIANA. O SR. FELIPE FAZ CALÚNIAS EM LOCAIS PÚBLICOS E
INTERNET, ALÉM DOS ÓRGÃOS PÚBLICOS... DECLARA AINDA QUE A DIREÇÃO NÃO PODE E NÃO
DEVE NEGOCIAR TERRENOS COM OS TRABALHADORES NA JUSTIÇA DO TRABALHO! SUA MÃE TAMBÉM CAMINHA PELAS RUAS E FEIRAS
FAZENDO GROSSEIRAS OFENSAS A ESTES SÓCIOS.
CHEGAM AO PONTO DE ALARDEAR QUE “ESTÃO VENDENDO TERRAS PORQUE A
SOCIEDADE VAI ACABAR”!
O SR
FELIPE TEM FICADO A FRENTE DOS NEGÓCIOS DA FAMÍLIA NAS TERRAS DO MORRO SÃO
PEDRO, ONDE POSSUEM, SEGUNDO REGISTROS OFICIAIS, O TOTAL DE 142 HECTARES ,
EXCLUINDO-SE OS JÁ VENDIDOS. EXISTE UMA
PARTILHA ONDE ELE, A SUA MÃE, SUA MADRASTA E CERCA DE 14 PESSOAS TEM
PARTICIPAÇÃO, SEGUNDO O CARTÓRIO DA 3ª ZONA DE REGISTRO DE IMÓVEIS. O SR.
FELIPE SEMPRE SE FEZ PASSAR POR UM GRANDE AMBIENTALISTA E PROTETOR DA ÁREA DO
MORRO SÃO PEDRO. OS SÓCIOS DA AMPA
CONFIAVAM PLENAMENTE NELE NO PASSADO. MAS ENTRE 2002 E 2005 DIVERSAS EVIDÊNCIAS COMEÇARAM
A VIR À TONA QUANTO AOS REAIS INTERESSES DO SR. FELIPE E DO QUE ELE
REPRESENTAVA. EM 2002, APÓS UMA DÉCADA
DE ESBULHOS E DE GESTÕES FRAUDULENTAS, UMA ELEIÇÃO LEGÍTIMA FOI FEITA NA
ASSOCIAÇÃO. DE IMEDIATO FELIPE E SUA MÃE
PASSARAM A NÃO RECONHECER AS TERRAS VENDIDAS POR SEU PAI E POR SEU AVÔ, EM ESPECIAL OS 12 HECTARES , MESMO COM
AS DEVIDAS ASSINATURAS E QUITAÇÕES ORIGINAIS DE SEU PAI. É
POSSÍVEL QUE ESTIVESSEM COM MEDO QUE A ASSOCIAÇÃO PERDESSE TODAS AS TERRAS NOS
PROCESSOS, O QUE TAMBÉM NÃO SERIA DA SUA CONTA.
FELIPE VIVIA PARTICIPANDO DE COMISSÕES E CONSELHOS E EVITAVA REUNIR-SE
COM A AMPA OU COM OUTRAS ENTIDADES.
NESTE
PERÍODO AS TERRAS DA AMPA FORAM LEILOADAS quatro VEZES. OS LEILÕES TODOS FORAM
ANULADOS POR FRAUDES E ERROS. A SENHORA
LEDA, MUITO CORDIAL NA OCASIÃO, CUMPRIMENTOU AQUELES QUE SERIAM SEUS NOVOS
VIZINHOS, AINDA QUE EXISTISSEM ENTRE AS PROPRIEDADES OS 12 HECTARES ORIGINAIS
DA ASSOCIAÇÃO. DESCOBRIMOS QUE OS
COMPRADORES ERAM INTERMEDIÁRIOS DE UM CIDADÃO QUE SE DIZIA DE ORIGEM INGLESA, O
”SR. PETER”, QUE NÃO FALAVA PORTUGUÊS...
ANTERIORMENTE, INSTAUROU-SE NA CÂMARA DE VEREADORES
UMA AUDIÊNCIA PÚBLICA PARA CRIAR O PARQUE NATURAL DO MORRO SÃO PEDRO.
A
COMISSÃO IRIA FAZER O GRAVAME DA ÁREA E O LEVANTAMENTO SÓCIO-AMBIENTAL DA
REGIÃO. NESTA ÉPOCA, COMEÇAMOS A SER VISITADOS TODA
SEMANA NA AMPA PELO FELIPE E POR UM EMPRESÁRIO MUITO SEU AMIGO. AMBOS PARECIAM PREOCUPADOS E TORCIAM PELA
REABILITAÇÃO DA ASSOCIAÇÃO. NÓS ACREDITAMOS, POIS INCLUSIVE FALAVAM EM CRIAR UMA ASSOCIAÇÃO
DOS MORADORES DOS MORROS PARA PROTEGER A RESERVA E OS HABITANTES. VISITAMOS SUAS EMPRESAS, TERRAS, TOMAMOS CHÁ,
CHIMARRÃO E ATÉ CERVEJA E VINHO.
VISITAMOS MÉDICOS QUE COMPRARAM ÁREAS PARA PRESERVAR NO MORRO. FICAMOS ATÉ ESPERANÇOSOS NA ÉPOCA POIS TUDO
PARECIA TOMAR UM RUMO POSITIVO. NO
ENTANTO, VERIFICOU-SE QUE A FAMÍLIA VIANA VENDERA UMA ÁREA AO REFERIDO
EMPRESÁRIO. ESTE
SEU AMIGO SE MOSTRAVA AMBIENTALISTA E EXÍMIO CONHECEDOR DE PLANTAS PARA
EXPORTAÇÃO. ELE APENAS LAMENTAVA TER DE
USAR ALGUNS AGROTÓXICOS - GLIFOSATO (ROUNDUP), O QUE O INCOMODAVA UM POUCO... MAS
QUANDO FALTAVA UMA SEMANA PARA A AUDIÊNCIA PÚBLICA NA CÂMARA, PERCEBEMOS QUE O
FELIPE COMEÇOU A SE DESESPERAR E A VISITAR TODOS OS VIZINHOS, DIA APÓS
DIA. ELE E O EMPRESÁRIO DIVULGARAM QUE
NINGUÉM RECEBERIA INDENIZAÇÃO ALGUMA PELAS TERRAS, QUE ALÉM DISSO, OS MORADORES
TERIAM DE FAZER O QUE O GOVERNO DETERMINASSE SOBRE SUAS PROPRIEDADES. A COMUNIDADE FOI EM PESO NA AUDIÊNCIA ,
ALGUNS COM BASTANTE RAIVA, VOTAREM CONTRA O PROJETO DE PARQUE NATURAL DO MORRO
SÃO PEDRO. E NÓS DA AMPA, CAÍMOS NESTA SÓRDIDA ARMADILHA
JUNTO COM OS DEMAIS. O FELIPE E O EMPRESÁRIO CAPITANEARAM E
DERRUBARAM O PROJETO DE PRESERVAR EM DEFINITIVO A
BIODIVERSIDADE DO MORRO SÃO PEDRO... NÓS FIZEMOS PARTE DESTE ABSURDO. COM O
SUMIÇO IMEDIATO DO FELIPE E DE SEU AMIGO, NÓS DECIDIMOS CONVOCAR UMA REUNIÃO,
POIS ERA IMPERIOSO CRIAR UMA ALTERNATIVA PARA PRESERVAÇÃO E PARA OS MORADORES;
EM CONTATO COM O SR. FELIPE E OUTROS MORADORES, SUGERIRAM A CRIAÇÃO DA A.P.P.M.S.P. – ASSOCIAÇÃO DOS PROPRIETÁRIOS E
PRESERVACIONISTAS DO MORRO SÃO PEDRO. ESTA ASSOCIAÇÃO IRIA TORNAR-SE UMA DAS MAIS
MIRABOLANTES E ENGENDRADAS PEÇAS DE FICÇÃO QUE JÁ SE VIU. MAS O
POVO SE INTERESSOU MUITO E COMEÇARAM A LOTAR OS SALÕES DE REUNIÕES. UM DIA SURGIU UM GRUPO DE REPRESENTANTES DO
MORRO TAPERA E DAS QUIRINAS PARA PARTICIPAREM DA REUNIÃO. O FELIPE, SEMPRE DIRIGINDO A MESA, PERGUNTOU
DE ONDE ERAM E O QUE QUERIAM E OS MANDOU EMBORA. ALEGOU QUE LÁ ERA UMA REUNIÃO EXCLUSIVA DO
MORRO SÃO PEDRO. AS PESSOAS SAIRAM TROPEÇANDO E NÓS SAIMOS ATRÁS DELES TENTANDO
QUE VOLTASSEM. DISSERAM QUE NUNCA MAIS
PISARIAM LÁ E FELIPE NEM SE INCOMODOU. DAQUELE
MOMENTO EM DIANTE VIMOS QUE
FELIPE NÃO HONRARIA MAIS NADA, COM UM COMPORTAMENTO PROFUNDAMENTE ADOLESCENTE,
SÓ PODIA TER OUTROS INTERESSES QUE NÓS NÃO SABÍAMOS. MAIS ADIANTE O SR FELIPE FOI QUASE COROADO
PRESIDENTE DO MORRO. AO QUE SOUBEMOS O EMPRESÁRIO FICOU DE VICE. RETIRAMOS-NOS, POIS NÃO QUERIAMOS MAIS NENHUM
NEGÓCIO COM ESTES GRUPOS, E SIM CUIDAR DA AMPA. NUNCA
MAIS OUVIMOS FALAR DE QUALQUER REUNIÃO DÀQUELA DIREÇÃO COM A COMUNIDADE.
A
AMPA DEU INÍCIO AOS ACORDOS TRABALHISTAS NA JUSTIÇA. EM
2006 FIZEMOS cinco ACORDOS JUDICIAIS COM PAGAMENTO EM TERRENOS. EM SEGUIDA
FORAM FEITOS MAIS quatro ACORDOS HOMOLOGADOS EM JUÍZO.
OS FUNCIONÁRIOS COMEÇARAM A TROCAR
SEUS TERRENOS POR CASAS EM OUTROS BAIRROS E
FICARAM MUITO SATISFEITOS. DOIS
FUNCIONÁRIOS DECIDIRAM COLOCAR CASAS EM SEUS TERRENOS. A AMPA
INTENTOU A ELABORAÇÃO DE UM PROJETO DE ECOVILA, COM PLANTA TÉCNICA ANTERIOR A
QUALQUER CONSTRUÇÃO. ESTA PLANTA JÁ FOI ENCAMINHADA A PROCURADORIA
DO MUNICÍPIO. MAS OS EX-FUNCIONÁRIOS NÃO QUISERAM
ESTABELECER O SISTEMA DE CONDOMÍNIO, AINDA QUE ECOLÓGICO E COM 50% DE PARTICIPAÇÃO
DA ASSOCIAÇÃO. PREFEREM QUE SUAS TERRAS
SEJAM INDIVIDUALIZADAS. SÓ QUE A AMPA
NUNCA PROJETOU LOTEAMENTO. ENTÃO O PROJETO PAROU EM nove ACORDOS DE
TERRENOS E TODA A PLANTA TEM DE SER REFEITA, REDUZINDO A ÁREA EM QUESTÃO. EM
FUNÇÃO DAS DENUNCIAS QUE FORAM FEITAS CONTRA A AMPA, A DEFENSORIA PÚBLICA
DETERMINOU QUE FIZESSEMOS UMA ESTRADA DE ACESSO AOS TRABALHADORES, O QUE JÁ
EXISTE NA PRÁTICA, MAS PRECISA SER MELHORADA. A
DEFENSORIA DETERMINOU QUE A AMPA INSTALASSE ÁGUA E LUZ, O QUE JÁ EXISTE PARA AS
DUAS CASAS DOS TRABALHADORES. FOI DETERMINADO QUE FIZÉSSEMOS UM NOVO MAPA
PLANIALTIMÉTRICO, MESMO JÁ EXISTINDO O RPIMEIRO, FEITO POR ESCRITÓRIO TÉCNICO
ESPECIALIZADO. O NOVO MAPA CUSTA EM TORNO DE 15 MIL
REAIS. A ASSOCIAÇÃO NÃO TEM VERBAS, VIVE DE
CONTRIBUIÇÃO DOS SÓCIOS ABNEGADOS QUE A MANTÉM FUNCIONANDO, OS QUAIS JÁ PAGARAM
PELO MENOS TRÊS AÇÕES TRABALHISTAS E DIVERSOS OUTROS CUSTOS. EM 01
DE DEZEMBRO DE 2010 OS 22,5
HECTARES DA ASSOCIAÇÃO FORAM LEILOADOS COM TODOS OS
PRÉDIOS E BENFEITORIAS, PELA JUIZA DA 4ª VARA DO TRABALHO. O LEILÃO TEM ERROS E FRAUDES GROSSEIRAS (INCLUINDO
A ÁREA DOS ACORDOS TRABALHISTAS HOMOLOGADOS E O AVILTADO VALOR ATRIBUÍDO AO LEILÃO!),
ESTÁ SENDO DISCUTIDO NO TRT, NO TST E NO STF.
O SR
FELIPE E SUA MÃE DIZEM EM TODO LUGAR QUE
A AMPA NÃO PODE ARBITRAR TERRAS, OU TERRAS E DINHEIRO PARA OS
TRABALHADORES. NÃO ENTENDEM QUE NÓS
CONSEGUIMOS ANULAR três LEILÕES NA JUSTIÇA FEDERAL, PARA O INSS, ONDE OS
TRABALHADORES NÃO RECEBERIAM UM CENTAVO.
OS 12 TRABALHADORES QUE RECEBERAM TERRAS, DINHEIRO E QUE COMPRARAM CASAS
EM OUTROS LUGARES
ESTÃO MUITO SATISFEITOS, E NÓS ENTENDEMOS QUE FOI FEITA
JUSTIÇA SOCIAL. NUNCA NOS NEGAMOS A
FAZER OS REGISTROS DAS TERRAS.
DA ADVOCACIA
ADMINISTRATIVA E CALÚNIAS DO FISCAL DE MEIO AMBIENTE, O SR. CARLOS ALMEIDA
A CIDADE DE PORTO ALEGRE VIVE UMA DAS
PIORES ÉPOCAS DA DEVASTAÇÃO DE SEU EXÍGUO PATRIMÔNIO AMBIENTAL. O
MORRO SÃO PEDRO E O DAS QUIRINAS SÃO A MAIOR ÁREA PRESERVADA DO MUNICÍPIO. POR
ESTA RAZÃO ÓBVIA NÓS DA AMPA TAMBÉM QUEREMOS CRIAR UMA RESERVA NATURAL NO MORRO
SÃO PEDRO.
NO
CAMINHO PELA CAVALHADA, JUCA BATISTA, COSTA GAMA E EDGAR PIRES DE CASTRO TUDO
SE CONSTITUI EM DEVASTAÇÃO E
GIGANTES CONDOMÍNIOS EM LUGARES QUE AINDA
NEM TEM ACESSO DE ESTRADAS. COMO APROVAM ESTES PROJETOS NA ZONA SUL DE PORTO
ALEGRE, NÓS NÃO FAZEMOS IDÉIA. MAS
VEMOS OS ENGENHEIROS CORRENDO AS ESTRADAS, JUNTO COM EMPREITEIROS, PARA
COMPRAREM TERRAS. COMO
NOSSA ÁREA PRINCIPAL FOI LEILOADA COM FRAUDES PARA cinco DESTES CONSTRUTORES,
NÓS TIVEMOS DE PASSAR A DEMARCAR NOSSAS OUTRAS MATRÍCULAS COM EXTREMA
URGÊNCIA. COLOCAMOS AS PRIMEIRAS CERCAS
E PEDIMOS PARA UM VIZINHO ABRIR UM PORTÃO COM SUA MÁQUINA. OCORRE QUE HOUVE UM ERRO. E, EM POUCAS HORAS ANTES
DE CHEGARMOS, FOI RETIRADA TERRA EM EXCESSO ONDE SERIAM
DUAS PORTEIRAS QUE SEPARAM DAS PLANTAÇÕES.
JÁ PROPUSEMOS RECOLOCAR 70% DA TERRA NO LOCAL E OS FISCAIS DA SMAM NÃO
TIVERAM INTERESSE. É CLARO QUE ESTE TRABALHO TEM DE SER GRADUAL
DEVIDO A POSSIBILIDADE DE CHUVAS. A REMOÇÃO DE TERRA EM EXCESSO, AINDA QUE
INVOLUNTÁRIO, É O NOSSO ÚNICO ERRO REAL, PORÉM FÁCIL DE SER SOLUCIONADO. OS
FISCAIS ESTIVERAM NA ASSOCIAÇÃO MAS NÃO VERIFICARAM COM ATENÇÃO NOSSA
DOCUMENTAÇÃO, NEM TIVERAM INTERESSE NESTA QUESTÃO. MAS QUANTO AO DOCUMENTO DE QUITAÇÃO DO SR.
TRISTÃO SUCUPIRA VIANA, ESTE FOI LIDO COM TOTAL ATENÇÃO. OS PRÓPRIOS FISCAIS CONSTATARAM NA PRIMEIRA
REUNIÃO QUE A ASSINATURA ERA FIDEDIGNA. Percebemos que o que interessava a SMAM era tudo que
dissesse respeito à família Viana e suas terras. O Sr CARLOS ALMEIDA ficou de
fazer buscas no Departamento de Terras da SMAM, pois declarou com alguma
sinceridade que não entendia do assunto.
Ele mesmo mora em um
Parque irregular a 1000 metros da
Macrobiótica. Declarou também que se não
tivessem feito a denúncia, ele que passa ali todos os dias nem tinha notado a
entrada, onde foram tirados apenas alguns cipós. Ele mora no Parque Residencial São Paulo que
foi loteado por um japonês que já faleceu, e somente algumas casas conseguiram
regularização em 30 anos. Salientamos
ser importante dizer que a CEEE esteve no local e retirou a vegetação junto ao
poste de energia por duas vezes, ajudando a que pessoas desavisadas concluíssem
em desmatamento...
Então fomos chamados para uma segunda
reunião na SMAM no dia 30 de novembro de
2012. Acreditamos que ao levar todos os
documentos, contratos, acordos e homologações em juízo, a SMAM nos daria uma
atenção e seriedade maior. Para total
surpresa, o fiscal Sr. Carlos Almeida disse que estava nos chamando para dupla
autuação por loteamento ilegal e por remoção de terras, (não seria de primeiro
notificar ?). Nesta última reunião,
entre cinco pessoas, o Sr. Carlos Almeida fez uma avaliação muito particular do
que pensa sobre nossos documentos, do que está ocorrendo com a sociedade e de nossa
legitimidade e de nossos interesses; ainda que tenhamos feito quatro eleições
em 10 anos e encaminhado tudo ao Cartório de Registros Especiais, ele nos
julgou ilegítimos! Declarou que nem em
juízo poderia estar se passando terras assim para funcionários. E, muito pior, que o documento original
apresentado a ele, assinado pelo juiz da Primeira Vara Cível em 1995 era
desprovido de autenticidade. Este
documento é o que permitiu a direção anterior vender os dois hectares da
Associação... Como nós pagamos a ação
trabalhista que recaia penhora sobre os dois hectares ainda hoje, os
proprietários estão entregando aos sócios, e somente aos sócios da AMPA, a
quantia de 3400 metros quadrados
de um dos terrenos. Decorrente isto de
nossas alegações estatutárias de que as terras na origem eram lotes para estes
sócios morarem e plantarem. E não por
acaso a AMPA em 2011 obteve o selo orgânico da EMATER RS, através das reuniões
da parceira e produtora, Sra. Valderesa F. Prado.
Portanto, ao não
verificar que estamos adquirindo de volta a quantia de 3400 m2 de uma terra que
foi vendida em 1995, o Sr Felipe bem como a SMAM passaram a julgar o que bem
entenderam sobre o assunto. E à medida
que for demonstrado em juízo vão dar-se conta do grave erro ocorrido, o que poderá
gerar outros processos, conforme avisamos e insistimos com os fiscais. Para que fique bem claro, os sócios em número
de cinco, ao resgatarem o lote não podem simplesmente passar para seus nomes
sem pagamentos, nem fazer desmembramento imediato ou construir sem projeto
qualquer obra, pois seria algo imoral, ainda que fosse ilegal. Aí reside o pior erro de avaliação que a
Prefeitura e a Família Viana pode fazer.
A única finalidade e objetivo prático dos acordos é possibilitar que
estes sócios paguem as três ações trabalhista que fizeram o leilão na 4ª Vara,
num total que passa de 180 mil reais, muito superior ao valor dos 3400 m² . E já
existem os primeiros acordos que configuram isto, inclusive o encaminhamento no
TRT de proposta de pagamento. Em primeiro
lugar não sabemos por que isto interessa a família Viana e porque a toda hora o
Felipe e sua mãe estão pelas ruas caluniando as pessoas que estão trabalhando e
tirando dinheiro do próprio bolso para dívidas espúrias. Aliás, nem sabemos qual a atividade real do
Sr. Felipe.
Então porque foi
anunciado que seria vendida uma participação na aquisição do terreno de 3400 metros ? Por duas razões, sendo a primeira mais óbvia,
os sócios não tem verba suficiente para pagar as ações, a não ser que fizessem empréstimos.
Se isto ocorresse, seriam passíveis de interdição de seus familiares, por
estarem colocando dinheiro em algo espúrio e incerto dos resultados. O segundo motivo é bem mais fácil de
entender, o que encerrará as explicações, os proprietários que não querem ser
incomodados mais, ofereceram a venda de toda a matrícula de um hectare,
exatamente àquela que é lindeira da Associação.
Deste fato se origina todo o embróglio, onde
tanto a Prefeitura como a família Viana passaram a intrometer-se em um negócio
privado, particular e legal, e nunca verificaram os documentos pertinentes.
Disto, salta aos olhos a ADVOCACIA ADMINISTRATIVA praticada de forma acintosa,
mal intencionada e deletérea para a comunidade da Macrobiótica, para as
diversas pessoas envolvidas e para a cidade de Porto Alegre. À medida que ficarmos impossibilitados de
plantar, produzir e pagar os trabalhadores, nossos prejuízos e danos irão se
acumular e com certeza vamos elaborar um plano de cobranças devidas.
DA RESPONSABILIZAÇÃO DO SECRETÁRIO DE MEIO AMBIENTE, SR.
LUIZ FERNANDO ZACCHIA
No dia 30 de novembro, no terreno da Sede da
Secretaria de Meio Ambiente, verificamos e documentamos que a SMAM não cuida
mais nem da sua vegetação, onde as maiores partes das grandes árvores estão
cobertas de erva-de-passarinho e irão secar em poucos anos. Que a Prefeitura não tem nenhum plano
sustentável para a vegetação e demais bens ambientais, isto não é novidade há
muitos anos em nosso município.
A questão ecológica nos levaria a preencher dezenas de
páginas neste pedido, o que faremos posteriormente em documentos anexos. Colocaremos de momento algumas fotos do que
ocorre ao lado da SMAM e também na zona sul de Porto Alegre.
Como sabemos que alguns projetos nem chegam a ser
avaliados com rigor na Secretaria de Meio Ambiente, consideramos que no nosso
caso em particular bem como em outros prováveis ocorre a CONCORRÊNCIA DA
ADVOCACIA ADMINISTRATIVA do senhor s Secretário do Meio Ambiente. Assim, desde já. solicitamos que a Justiça e
a Câmara de Vereadores de Porto Alegre, através da COSMAM, investiguem e
afastem os responsáveis que por ventura venham a configurar de forma comprovada
o que aqui denunciamos.
OBSERVAÇÕES FINAIS
Por ora anexamos um conjunto de documentos
comprobatórios dos fatos e alegações que aqui são feitas.
Agradecemos,
Porto Alegre, 10 de Dezembro de 2012.
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - AO
MINISTÉRIOP PÚBLICO ESTADUAL
PROMOTORIA DE DEFESA DO MEIO AMBIENTE
Rua Santana, 440 – 4º andar –Porto
Alegre – RS.
Vimos pelo presente requerer seja
juntado ao processo encaminhado em 10/12/2012 o que segue:
1) O endereço correto do Sr. Felipe C. Viana é: Rua Lavras, 276; 2) A
folha 6 (seis) do pedido encaminhado em 10 de dezembro do corrente deve ser
substituída pela autenticada, ora encaminhada; 3)
Fotografias de empreendimentos com impacto ambiental, supressão de vegetação,
danos às nascentes: a) Residencial Veneto, entre o nº 5100 e 5200 da Av. Costa
Gama, obra financiada pelo Banco do Brasil; b) mega-empreendimento na Av. Juca
Batista, com aterramento de área alagada; c) Estrada Três Meninas, com várias
atividades antiecológicas; d) concretagem das raízes de árvores de maneira
sistemática (para que serve SMAM ? ). Há
infindáveis desmandos e crimes ambientais, que a Prefeitura não coíbe.
4) Fotos de áreas preservadas da A.M.P.A. e de área acordada em juízo
das ações trabalhistas.
5)Esclarecimentos:
A Associação
Macrobiótica de Porto Alegre, sita a Av. Edgar Pires de Castro, nº 10350,
esquina Estrada da Taquara, Bairro Lajeado, Lami, no Morro São Pedro, possui
área de terras equivalente ao Parque Farroupilha; das quatro matrículas, uma área
lindeira foi readquirida por sócios em negociação de usucapião promovida pela
família Santi – portanto área não mais da AMPA.
A área situa-se junto a Estrada da Taquara, podendo ser negociada como
qualquer outra, não se caracterizando loteamento. Outra matrícula corresponde a alguns
processos trabalhistas homologados em acordos com ex-funcionários, que de forma
irresponsável foi arrolada em leilão ainda não deferido. Para que as restantes ações sejam acordadas
urge que tenhamos atividades que possibilitem a sobrevivência da Entidade e
justifiquem a proposta estatutária em defesa da biodiversidade. Espécies
exóticas, ex., o Pinnus elliotti, em tentativas de retirada pela AMPA, sempre
foram dificultadas por órgãos públicos que deveriam zelar pela proteção
ambiental. Uma Servidão de acesso a
propriedades de Sócios Remidos tem amparo legal, sendo inaceitável a Entidade
ser acusada de loteamento irregular e outras acusações descabidas.
Porto alegre, 18 de janeiro
de 2013.
ASSOCIAÇÃO MACROBIÓTICA de PORTO ALEGRE
JORGE A. EISENHUT
DENIS R. RATHMANN
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