Não é sinal de saúde estar bem
adaptado a uma sociedade doente
O pensamento é tempo. Ele nasce da
experiência e conhecimento, que são inseparáveis do tempo e do passado. O tempo
é o inimigo psicológico do homem. Nossa ação é baseada no conhecimento e,
portanto, o tempo, assim o homem é sempre um escravo do passado. O pensamento é
sempre limitado e assim nós vivemos em constante conflito e luta. Não há
evolução psicológica. Quando o homem se torna consciente do movimento de seus
próprios pensamentos, ele verá a divisão entre o pensador e o pensamento, o
observador e o observado, o experimentador e a experiência. Ele descobrirá que
esta divisão é uma ilusão. Só então haverá observação pura, significando isso
percepção sem qualquer sombra do passado ou do tempo. Este vislumbre atemporal
traz uma mutação profunda e radical na mente.
O importante é o ser e não o vir a
ser; um não é o oposto do outro, havendo o oposto ou a oposição, cessa o ser.
Ao findar o esforço para vir-a-ser, surge a plenitude do ser, que não é
estático; não se trata de aceitação; o vir-a-ser depende do tempo e do espaço.
O esforço deve cessar; disso nasce o ser que transcende os limites da moral e
da virtude social, e abala os alicerces da sociedade. Esta maneira de ser é a
própria vida, não mero padrão social. Lá, onde existe vida, não existe
perfeição; a perfeição é uma ideia, uma palavra; o próprio ato de viver e
existir transcende toda forma de pensamento e surge do aniquilamento da
palavra, do modelo, do padrão.
A forma mais elevada da inteligência
humana é a capacidade de observar sem julgar.
Jiddu
Krishnamurti
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